20 dezembro 2008
13 dezembro 2008
Num dia de chuva
O guarda-chuva não guarda
afinal chuva nenhuma
é um girassol molhado
tomando duche na bruma
Ele é a flor do Inverno
que cresce na nossa mão
a que só abre sem sol
e dorme durante o Verão
Ele é o pára-quedas
que sobe do chão para o ar
rodopiando no vento
eu vou com ele voar
Luisa Ducla Soares
afinal chuva nenhuma
é um girassol molhado
tomando duche na bruma
Ele é a flor do Inverno
que cresce na nossa mão
a que só abre sem sol
e dorme durante o Verão
Ele é o pára-quedas
que sobe do chão para o ar
rodopiando no vento
eu vou com ele voar
Luisa Ducla Soares
(também pode ser ouvido pelo Bando dos Gambozinos em A Casa do Silêncio)
07 dezembro 2008
Este Natal recomendamos...
14 agosto 2008
Sobre o Romance da Raposa, de Aquilino Ribeiro
Baseado na fábula medieval Le Roman de Renart, Aquilino Ribeiro escreveu Romance da Raposa para um dos seus filhos.
Nesta narrativa, “os actos de vida animal são humanizados por forma a que os bichos surjam movidos pelos mesmos móbiles vitais que animam os homens”.[1] O autor denuncia, assim, as misérias e os desequilíbrios da sociedade, respeitando a tradição da fábula e das suas personagens simbólicas.
Foi com alguma hesitação que escolhemos esta narrativa, porque a heroína “não tem simpatias especiais para nenhum dos seus seres” [2]. Estaríamos nós a subverter valores elementares na educação da criança?
Queremos, com o nosso projeto, contar histórias. Histórias de cariz popular, quer tenham ou não objetivos moralistas. Na tradição da fábula existe, essencialmente, uma sátira às injustiças sociais.
Se as atitudes da raposa Salta-Pocinhas devem ou não ser criticadas, não sabemos. Deixemos a criança desfrutar do prazer de ouvir uma história, ajudemo-la a questionar, a pensar e a encontrar as respostas.
Nesta narrativa, “os actos de vida animal são humanizados por forma a que os bichos surjam movidos pelos mesmos móbiles vitais que animam os homens”.[1] O autor denuncia, assim, as misérias e os desequilíbrios da sociedade, respeitando a tradição da fábula e das suas personagens simbólicas.
Foi com alguma hesitação que escolhemos esta narrativa, porque a heroína “não tem simpatias especiais para nenhum dos seus seres” [2]. Estaríamos nós a subverter valores elementares na educação da criança?
Queremos, com o nosso projeto, contar histórias. Histórias de cariz popular, quer tenham ou não objetivos moralistas. Na tradição da fábula existe, essencialmente, uma sátira às injustiças sociais.
Se as atitudes da raposa Salta-Pocinhas devem ou não ser criticadas, não sabemos. Deixemos a criança desfrutar do prazer de ouvir uma história, ajudemo-la a questionar, a pensar e a encontrar as respostas.
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