13 dezembro 2008

Num dia de chuva

O guarda-chuva não guarda
afinal chuva nenhuma
é um girassol molhado
tomando duche na bruma

Ele é a flor do Inverno
que cresce na nossa mão
a que só abre sem sol
e dorme durante o Verão

Ele é o pára-quedas
que sobe do chão para o ar
rodopiando no vento
eu vou com ele voar

Luisa Ducla Soares
(também pode ser ouvido pelo Bando dos Gambozinos em A Casa do Silêncio)

07 dezembro 2008

Este Natal recomendamos...

Para ler, ver e contar, livros editados pela Kalandraka

Para ler, ver e ouvir em família, Enciclopédia da Música com Bicho, livro e CD da Companhia de Música Teatral

14 agosto 2008

Sobre o Romance da Raposa, de Aquilino Ribeiro

Baseado na fábula medieval Le Roman de Renart, Aquilino Ribeiro escreveu Romance da Raposa para um dos seus filhos.
Nesta narrativa, “os actos de vida animal são humanizados por forma a que os bichos surjam movidos pelos mesmos móbiles vitais que animam os homens”.[1] O autor denuncia, assim, as misérias e os desequilíbrios da sociedade, respeitando a tradição da fábula e das suas personagens simbólicas.


Foi com alguma hesitação que escolhemos esta narrativa, porque a heroína “não tem simpatias especiais para nenhum dos seus seres” [2]. Estaríamos nós a subverter valores elementares na educação da criança?
Queremos, com o nosso projeto, contar histórias. Histórias de cariz popular, quer tenham ou não objetivos moralistas. Na tradição da fábula existe, essencialmente, uma sátira às injustiças sociais.
Se as atitudes da raposa Salta-Pocinhas devem ou não ser criticadas, não sabemos. Deixemos a criança desfrutar do prazer de ouvir uma história, ajudemo-la a questionar, a pensar e a encontrar as respostas.


[1] in: Gomes, J. A. (1997). Para uma História da Literatura Portuguesa para a Infância e a Juventude. Lisboa: IPLB. p. 23
[2] in: Ribeiro, A. (1978). Romance da Raposa. Amadora: Bertrand.
p. 171.

07 junho 2008

Escola Raiz (valência de Creche)

Espectáculo: O Baú do Bebé

Pela terceira vez nesta instituição, mas agora com os mais pequenos.
O prazer que sentimos (e o prazer que vimos os outros sentirem) fez-nos esquecer que estávamos a apresentar um espectáculo. Penso que lhes demos tempo para apreciarem cada momento; que conseguimos adaptar aquilo que temos para partilhar àquilo que as crianças queriam partilhar.

Não há dúvida que é bom estar nesta escola. Parabéns a todos que aqui trabalham.